08/05/2011

Animais segundo a ciência e algumas religiões

Á título de curiosidade.

Ciência: seres vivos são aqueles dotados de membrana celular e capacidade de reprodução. Há 5 reinos básicos em que são agrupados segundo semelhanças, tais como monera (bactérias e cianobactérias), protista (algas e protozoários), Fungi (fungos), Vegetal (plantas com tecidos organizados) e Animal (todos os animais, inclusive nós). A evolução, em termos de tempo passado ao atual não segue linearidade única, ou seja, nem tudo evolui para tornar-se humano, mas para tornar-se qualquer espécie melhor selecionada numa linha evolutiva (teoria comprovada e que tira o homem como fim e o coloca como parte).

Filosofia aliada à ciência (M .S. Cortella): somos parte do planeta e não seus donos. Nos o dividimos com outras espécies. É nossa responsabilidade preservá-lo!

Espiritualismo atual (baseado no Kardecismo): há vida inorgânica e orgânica. A inorgânica pode ser chamada de primitiva e são os átomos (união de prótons, neutros e elétrons), moléculas (união de átomos); e minerais (união de moléculas sem material genético) os intermediários entre a vida inorgânica e a orgânica são as moléculas de material genético (ácido nucléico (DNA) e desribonucleico (RNA), que são capazes de se replicar) e as orgânicas (estruturas orgânicas que contém material genético organizado a outras moléculas). Portanto, essa linha de pensamento considera seres vivos e orgânicos vírus e os demais grupos considerados pela ciência, podendo assim, a vida física no Planeta Terra, pelo menos, ser agrupada em 3 grupos segundo semelhanças: vida inorgânica, em transição e orgânica. Nós humanos fazemos parte da orgânica e compartilhamos o planeta evoluindo junto aos demais seres aqui presentes e, novamente, não como fim de tudo, mas como parte. Também são vivos tudo isto que existe em outros planos e formas que desconhecemos.
Considera que antes de sermos humanos já estagiamos como animais e que animais evoluem em humanos, mas segrega espíritos humanos e de cada espécie num diferente estágio e com características únicas. Considera que humanos possam ter aparência animalesca, tal como os do umbral, segundo seu nível de consciência e especialmente de culpa e autopunição.
Considera haver animais no umbral, mas não sofrendo, e sim sendo formas não existentes aqui no planeta que se alimentam de energias densas limpando um pouco aquele ambiente (tal como algumas bactérias marinhas que digerem petróleo em compostos menos tóxicos). Pode realizar passe energético para harmonização e cura em animais.

Budismo: acredita que espíritos humanos possam encarnar como animais dependendo de seu “comportamento” em cada vida e voltar a encarnar como humanos, também dependendo de tal “comportamento”, sem linearidade obrigatória. Considera existir seis reinos de seres vivos, os: celestial, de semideuses, humano, animal, de espíritos famintos e de seres infernais.

Hinduísmo: também acredita que espíritos humanos possam encarnar como animais dependendo de seu “comportamento” em cada vida e voltar a encarnar como humanos, também dependendo de tal “comportamento”, sem linearidade obrigatória. O hinduísmo ainda considera que seus deuses possam se manifestar como humanos, animais e conjuntos inorgânicos, como, por exemplo, rios (como o rio Ganges), portanto, consideram vida, também, conjuntos naturais como um rio.

Catolicismo: Infelizmente, muitos cristãos preferem o que está traduzido em livros antigos do que pensar racionalmente e aceitar a evolução dos conhecimentos. Em Gênesis 1:28, por exemplo, a frase “Deus deu ao homem domínios sobre os animais” está mal traduzida, pois pode ser interpretada como que os animais existem para nos servir. Não é nada disso! Na verdade, o trecho significa que: como seres com grande capacidade de destruição, nós, homens, somos influentes na vida dos animais, por isso, devemos protegê-los.
Ainda segundo as escrituras sagradas, em Gênesis 1:28, por exemplo, Deus pede tratamento humanitário aos animais, e em seguida sugere uma dieta vegetariana: “eu dei a vocês todas as plantas que dão sementes e que estão sobre a superfície da terra e toda árvore com frutos que dêem sementes; você os terá para seu alimento”.
É aceito, no catolicismo, o Santo Francisco de Assis (considerado o padroeiro dos animais), segundo o qual “Todos os seres da criação são filhos do Pai e irmãos do homem (...). Deus quer que auxiliemos aos animais, se necessitarem de ajuda. Toda criatura em desamparo tem o mesmo direito à proteção.”
No dia 04 de outubro é comemorado o Dia de São Francisco de Assis; neste dia, é realizada a Missa Ecológica, na qual os animais são abençoados. Segundo o Frei Gilmar José da Silva, da Ordem Franciscana, os animais podem ser levados às paróquias da ordem em qualquer dia, pois há uma oração específica para eles.
Segundo Marcel Benedeti (veterinário e escritor kardecista), sempre que uma prece é feita à São Francisco, mesmo que está não seja relacionada a animais, é gerada uma energia boa e curadora que se espalha pelo planeta sendo dividida entre todos os animais existentes!

Islamismo: considera o homem o centro de tudo, mas considera animais também seres vivos e portadores de sentimentos como dor.
O Alcorão cita o profeta Maomé dizendo: "Uma boa ação feita a um animal é tão meritória quanto uma boa ação feita a um ser humano, enquanto um ato de crueldade a um animal é tão ruim quanto um ato de crueldade para um ser humano. Maomé classificou como "um grande pecado para um homem aprisionar os animais que estão em seu poder", proibiu todas as brigas de animais e o comércio de peles de animais. O imã islâmico aposentado Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri, perito em ensinos islâmicos sobre animais, disse que qualquer interferência no corpo de um animal vivo que cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos!

Evangélicos: infelizmente evangélicos consideram o homem a imagem e semelhança de Deus e o único ser vivo portador de alma. Por esse conceito, acreditam, apesar das provas lógicas, da evolução da ciência e até mesmo da razão na observação de fatos cotidianos, que animais não têm a capacidade de sentir, por isso não precisam ser poupados de sofrimentos.
Esse pensamento como desculpa para não nos sentirmos mal perante a realidade e permanecermos passivos, egoístas e “sem dar trabalho” ocorreu na época da escravidão dos negros, quando um papa (católico, portanto), afirmou que negros não teriam alma! O mesmo retirou essas palavras após a abolição oficial da escravatura e se desculpou em nome da igreja perante seus seguidores. Pelo menos eles, católicos, não cometeram novamente semelhante insulto a qualquer forma de vida até então.
Divulgar que animais não têm alma é, antes de mais nada maléfico, pois retrocede as lutas pelo bem estar animal e pela percepção de que o homem precisa cuidar melhor do planeta para que ele mesmo continue sobrevivendo, pois é um animal e, como os demais animais, precisa dos bens da natureza para sobreviver. Não tendo empatia com o meio em que vive, deste não cuida e neste não sobreviverá. Óbvio! Lógico! ...

Candomblé: apenas (salientando: apenas) em algumas ramificações (nações) do candomblé, assim como no satanismo e na magia negra, são realizados sacrifício de animais para oferendá-los a alguma entidade ou semelhante, para purificar (segundo a crença deles) alguém ou algum ambiente, por prazer sádico pessoal ou síndromes de demonstrar poder sob outras criaturas (tão comum também em tantas outras seitas e costumes usados como desculpa para tal, inclusive nas religiões que se dizem mais "santinhas") ou para pedir bem ou o mal de alguém. Participantes desses ritos defendem que animais estão no planeta para servirem ao homem. Não muito diferente do que os evangélicos cultuam divulgando fervorosamente que os animais não teriam alma.

Observação: Devido estar acostumado com rituais macabros (portanto, não educado para ter empatia pela dor de outros seres vivos), um garoto de 11 anos matava aleatoriamente gatos até matar Maicon Rodrigues dos Santos (um garoto de seis anos), crime pelo qual finalmente ficou à disposição da justiça (a matéria foi publicada no Jornal Zero Hora - Edição nº 14163 - Porto Alegre, em 01 de junho de 2004).

Umbanda: considera a vida um mistério e, todos os portadores de vida, portadores desse mistério e participantes de uma Lei ou ordem maior que rege a todas as coisas. Não aceita nem realiza sacrifício de animais e ainda pode realizar rituais de cura e harmonização para estes.


IMPORTANTE: todas as religiões têm algo de positivo, bem como aspectos negativos; afinal, são frutos de fatos históricos, imaginação e/ou estudo do homem. As pessoas que seguem determinada religião não seguem necessariamente todos os preceitos desta (aliás, normalmente nem os conhece a fundo). Este texto não visa divulgar, nem promover, nenhum tipo de preconceito. A ocorrência citada na parte que fala sobre candomblé, apenas mostra como pessoas comuns podem reagir a certas ideologias. É importante tomar cuidado com o que se divulga para qualquer um, com o que se cultiva! Conheço gente boa de religiões que considero más aos animais, porém essas pessoas não fazem maldade aos animais e, talvez, ao compreenderem melhor o que divulgam algumas religiões sobre nossos amados irmãozinhos, parem de financiá-las.


Considerando a ciência modificável com a evolução tecnologica especialmente, é possível afirmar com certeza apenas que uma verdade absoluta muito provavelmente não tenha sido descoberta. É inteligente avaliar as diversas versões, especialmente a científica (e comprovada até o momento) para enfim formar ou não uma opinião. O mais importante é visar ao bem de tudo o que é vivo, independentemente do que se acreditar e divulgar.

Na minha opinião pessoal, faz sentido acreditar na definição kardecista de vida, mas considerar a evolução não linear, tal como a ciência, também nos outros planos em que a ciência ainda não tem como pesquisar. Seria muito “pequeno” ainda considerar homem e anjo somente como fim (físico e/ou espiritual). Faz sentido que haja muitos fins, ou seja, que em nenhum plano da vida há um único “clímax” para a evolução. Ainda assim, admito ser incapaz de "criar" uma verdade única (em um sentido religioso, ou seja, não comprovado) e nego qualquer tipo de fanatismo. Acredito também que não ter religião (não tenho, nem quero ter) permite um olhar mais amplo sobre tudo e a aproximação de ao menos alguma parcela da verdade ou do que faz menos mal para o planeta.

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