08/07/2009

Animais domésticos podem transmitir pouquíssimas e raras doenças graves ao homem e praticamente não oferecem risco às grávidas nem aos seus bebês

São pouquíssimas as doenças que um cão ou um gato pode transmitir a um ser humano. A principal delas, e mais grave, é a raiva, que é transmitida pelo contado da saliva de animal infectado (e somente do animal infectado) com um ferimento no humano (geralmente causado por mordida). A raiva é uma doença eficientemente controlada no meio urbano pela vacinação antirrábica de campanha anual. Um cão ou gato vacinado anualmente não contrai a doença, portanto, não a transmite. Um animal que não tem acesso às ruas (nem a morcegos) também não contrai tal doença, visto que não corre o risco de entrar em contato com outro animal infectado.

A toxoplasmose é uma doença a qual quase todos já fomos expostos, que causa sintomas semelhantes a uma gripe e gera imunidade (averiguada nos testes pré-natais) e que, quando contraída por grávidas não imunes durante o primeiro trimestre de gravidez, pode ocasionar lesões ao feto. Essa doença geralmente é contraída pelo contado ou ingestão de carne contaminada crua ou mal passada. Raramente, também pode ser contraída pelo contado com terra infectada (em jardins, por exemplo) e pelo contado direto com fezes de gato contaminado (e somente de gato contaminado). O gato também adquire imunidade após ter a doença e há testes sanguíneos (realizados em laboratório veterinário) para averiguar se um gato é portador da doença ou já está imune a ela.
Portando, futuras mamães:
- Façam o pré-natal e tomem as vacinas solicitadas pelo médico que avaliar seus exames;
- Não manuseiem carne crua sem luvas plásticas;
- Não comam carne crua ou mal passada;
- Não cuidem do jardim sem luvas plásticas;
- Limpem a caixa de areia de seu gato com freqüência (no máximo a cada 24 horas, pois as fezes de gato contaminado só se tornam contaminantes após 1 a 5 dias em contado com o meio ambiente) ou encarreguem tal serviço à outra pessoa;
- E nunca, jamais, abandonem seus animais. Isso não é apenas cruel e desumano, mas também é crime (em São Paulo e em diversos outros Estados)!

Médicos mais antigos podem ter opiniões diferentes. Trata-se de pessoas antigas e que não se atualizam nas ciências de sua profissão, portanto, não devem ser considerados confiáveis (busque outro médico).

A leptospirose, mais comum em ratazanas de esgoto, é uma doença que pode, eventualmente, ser contraída por cães que entram em contato com a urina da ratazana infectada ou ingerem ratazana infectada. O homem pode contrair tal doença por entrar em contado com a urina da ratazana infectada (em locais onde ocorrem enchentes). Raramente, a doença é contraída pelo contado com a urina ou sangue de outros animais infectados (como cães, bois, cavalos, porcos e carneiros). Para evitar essa doença, basta não entrar em contado com água de enchente, bem como não deixar cães domésticos passearem sem coleira e guia (para que não pisem em poças ou esgoto, bem como para que não ingiram ratazanas).
O gato não é hospedeiro da bactéria transmissora dessa doença.

Como cães, gatos e homem pertencem a espécies diferentes, eles possuem metabolismos diferentes, sendo assim, são poucas as doenças que compartilham. Gripe canina não é transmitida a humanos nem a gatos; AIDS felina, não é transmitida nem a cães, nem a humanos.

Diversas pesquisas realizadas têm comprovado que pessoas que conviveram com animais em seus lares, quando bebês ou crianças, não são alérgicos, ou tem os sintomas de alergias mais moderados que pessoas que nunca conviveram com tais animais.

O risco real que um animal pode oferecer a um bebê é mordê-lo ou arranhá-lo (isso se o animal costuma ter esse tipo de comportamento arisco – raro em animais domésticos). Para evitar isso, basta deixar animal e bebê separados enquanto não houver alguém supervisionando-os ou até que o bebê atinja idade suficiente para esquivar seus olhos de possíveis arranhões. Um cão de porte grande pode dar patadas na cabeça do bebê ou derrubá-lo de um local aberto, como uma cama, na tentativa de brincar. Pra evitar isso, bem como que o bebê role naturalmente e caia, é possível deixar o bebê em berços e carrinhos próprios com telas ou teto protetor (há telas mais duras e fixas especialmente para quem tem cães e gatos em casa); e, com o tempo, ensinar o bebê a não colocar o animal na boca, bem como não apertá-lo ou machucá-lo.

Para suprir questões de higiene, é recomendável manter a casa limpa e desinfetada (com produtos que não exalam cheiros e, preferencialmente, sejam diluídos em água), bem como o cão banhado (a cada 15 dias); e o gato, se tiver acesso às ruas, sempre limpo (passar em seus pelos um pano umedecido com água e algumas gotas de vinagre – cerda de 20 gotas para cada 200ml de água).

Medidas de segurança (físicas e de higiene) devem ser tomadas mesmo na ausência de animais em casa!

As outras doenças que cães e gatos podem transmitir a humanos (ou adquirir deles) são raras, específicas, nada graves (quando tratadas) e de fácil tratamento (geralmente com pomadas e remédios). Quando detectadas pelos claros sintomas que causam, tanto animal como humano devem ser corretamente tratados conforme indicado por médico e veterinário.


Saiba mais

Veja o vídeo BICHOS DE ESTIMAÇÃO MELHORAM A SAÚDE DE SEUS DONOS


Glossário

Imunidade - proteção prolongada (que pode ser adquirida pela vacinação ou pelo contato com agentes causadores de doenças) contra determinadas doenças.

Hospedeiro - ser vivo capaz de abrigar, vivo, em seu corpo, outro ser vivo, tal como determinado agente causador de doença;

Exame sorológico - exame sanguíneo que permite observar se um ser vivo possui uma doença (em fase aguda ou crônica) ou é imune a ela.


Imagem: minha amiga Susan e suas gatinha"s".


Fontes:

Gatos – 101 Perguntas intrigantes: curiosidades, informações veterinárias, mitos e verdades de Marty Becker (veterinário residente e professor adjunto da Faculdade de Medicina Veterinária de Washington e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Colorado) e Gina Spadafori (jornalista colunista da rede Universal Press e coordenadora do site Pet Care Fórum, da América Online);

Quinta edição do Guia de Bolso de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Ministério da Saúde;

Artigo comentado do Jornal Americano de Pesquisas Medicas.


Matérias relacionadas (Blog Como Cuidar Bem)

Vida não é presente! - Especialmente em se tratando de presentear crianças

2 comentários:

  1. Gostei do Blog
    Parabéns pelo bom trabalho

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  2. Amei seu blog...espero entrar novamente e encontar novidades, principalmente falando de gatinhos que eu adoro.

    beijos, Helane Souza

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